Como é conseguir viver no presente?
Essa é a pergunta que eu mais odiava, e a única que eu sabia a resposta.
Eu sempre vivi alternando entre duas estradas: idealizando o futuro que fariam as pessoas que, me importam saber que se importam, terem orgulho (ou inveja, numa forma de vingança) de mim; crescendo através das lembranças mais densas do meu passado para me massacrar e me forçar a ser algo mais útil, e satisfazer o primeiro caminho. "O presente? Consequência."
Só que perdi tempo usando o passado para idealizar um futuro. Um futuro que depende do meu presente. E um presente que acrescenta no meu passado. Abusei do meu passado de forma liquificante, sempre atormentador, como uma sombra que me assombra. E pari outras sombras, clonei. E o futuro se torna outro passado ao ponto que não modulo meu presente.
A preguiça é o vírus que se instala para se transformar em uma doença cômoda. Pois sair da sua zona de conforto é privilégio de poucos, e o sonho de todos.
É a vantagem de roubar para sempre a imaginação a priori - roubar da flor o néctar e deixa-la só com a beleza simples do it.
sexta-feira, 13 de março de 2015
sábado, 7 de março de 2015
Circuito sem chão.
Como será se todas as saídas no fim se encontrarem, como se tudo estivesse conectado ao mesmo resultado: o não efetivo.
Quando pensa-se em fugir, mas sem deixar algo para trás. E como não deixar para trás? Como se livrar? Pensa-se egoista: matar o item. Renascer. Volta a racionalizar o possível é o mais efetivo.
E então: a morte.
Mas o mesmo fim que deixa algo para trás.
Não uma vida, mas duas.
I'm sorry, mom.
Quando pensa-se em fugir, mas sem deixar algo para trás. E como não deixar para trás? Como se livrar? Pensa-se egoista: matar o item. Renascer. Volta a racionalizar o possível é o mais efetivo.
E então: a morte.
Mas o mesmo fim que deixa algo para trás.
Não uma vida, mas duas.
I'm sorry, mom.
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