É a vantagem de roubar para sempre a imaginação a priori - roubar da flor o néctar e deixa-la só com a beleza simples do it.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Anticaos.
Como posso não conseguir dizer nada que quero, mas só abordar o que tenho? De realismo estou cheia, ensine-me agora a inventar coisas mais leves, mais absurdas. Desprender meus dedos da dor, desmembrar o ardor de lembrar do rancor de viver injustiçada por quem me faltou. Brincar de quebra-cabeça sem ligar para as peças perdidas, prender-me ao durante, a participação de um desafio de incertezas, encaixando-as pouco a pouco e, por surpresa: ter de camarote a vista simples da vida. De obscuridade já chega, estou liquificada de imediatos. Quero brincar de riscos sem medos. Quero esquecer do tempo, do vento, do mar e do cais. Quero brincar de paz.
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